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Cultura - DF abre credenciamento para contratação artística de 2014

 
 

Este ano, editais serão divididos por linguagens

A Secretaria de Cultura lança, a partir desta quarta-feira (12), o credenciamento para contratação cultural de artistas do Distrito Federal. Este ano, os editais serão divididos conforme as linguagens diferentes, uma reivindicação dos colegiados setoriais, artistas e produtores atendida pelo governo.

Serão, inicialmente, cinco editais: música, dança, teatro, cultura popular e arte urbana. Com essa diferenciação dos editais, os critérios para classificação dos artistas ficaram mais especializados.

Os novos editais, que valerão para contratações de todo o ano de 2014 e para os três primeiros meses de 2015, ganharam diferentes características após meses de discussões com a classe artística.

Foi criada, por exemplo, a classificação de artista notório dentro do credenciamento, para valorizar quem está na estrada há mais de dez anos. Os notórios possuem cachê diferenciado e cinco contratações livres antes de entrar no rodízio.

"A publicação dos editais com normas claras e transparentes respeita o caráter democrático da relação entre o poder público e os protagonistas da criação e difusão cultural. E esse caráter republicano foi alcançado com as políticas públicas do governo Agnelo respeitando o caráter democrátiro e republicano que deve preceder essa relação", afirma o secretário de Cultura, Hamilton Pereira.

A ficha de inscrição dos editais estará disponível diretamente pelo Sistema de Cadastro de Artistas (Siscult), ao qual os artistas cadastrados já têm acesso. Quem quiser, poderá acrescentar novos documentos, como comprovantes e outros.

Cachês

Uma das principais demandas dos artistas durante o primeiro edital, lançado em 2013, a flexibilização dos cachês, foi atendida pela Secretaria de Cultura.

Para 2014 e 2015, o pagamento pelas apresentações considera o tempo de experiência, mas ganha acréscimos conforme vários critérios estabelecidos em edital como trabalho autoral, participação em atividades nacionais e internacionais, prêmios, quantidade de CDs e DVDs gravados, entre outras questões.

Para grupos, por exemplo, o cachê pode variar de R$ 3.500 a R$ 10 mil por apresentação. No caso de grupos notórios, esse pagamento varia de R$ 9.500 a R$ 18 mil.

O presidente da Associação dos Forrozeiros do Distrito Federal, Marques Célio Rodrigues de Almeida, credenciou a associação em 2013, foi contratado e aprova o novo sistema do GDF. Segundo ele, o cadastro melhorou bastante a situação de cada componente dos trios de forró. Entre os 30 trios de forró, 20 nunca tinham sido contratados pelo novo sistema.

"Além de ter tido a oportunidade de mostrar seu trabalho artístico, eles também receberam a valorização do Estado com o apoio de divulgação e financeiro", completa Almeida.

Durante o debate para a melhora dos editais, foi levantada uma criação de cotas para as contratações artísticas. Com isso, um evento teria que obedecer critérios para não contratar apenas shows musicais, mas também abrir espaço para outras linguagens e categorias.

Fonte: http://www.cultura.df.gov.br